Aluguel de ações ou BTC, sigla para Banco de Títulos CBLC, onde CBLC é o órgão responsável por custodiar, liquidar e garantir as operações de todas as transações que são realizadas na Bolsa de valores.
O Aluguel de ações é uma operação entre dois investidores, denominados Doador e Tomador. O doador que é proprietário de alguns ativos os aluga para o Tomador por uma taxa fixa, prazos e garantias predeterminados.
No Aluguel de ações o doador fica impedido de negociar seus ativos que estiverem locados até a data de vencimento. É a BM&FBovespa que atua como administradora do serviço e garante a segurança das operações.
O tomador tem por objetivo utilizar esses ativos para diversas finalidades, como vendê-las no mercado a vista, utiliza-las como margem de garantia para operar no Mercado Futuro, Cobertura ao lançar Opções de compra (Call), Vender os ativos no mercado a vista ou utilizar os ativos na liquidação das operações do mercado a vista.
O processo para o Aluguel de ações é bastante simples, o doador informa a corretora, que atua como intermediadora, seu interesse em alugar seus ativos, definindo a quantidade, valores e prazo. Já o tomador que pretende emprestar os ativos precisa apresentar as garantias exigidas pela corretora, que podem ser:
Títulos do Tesouro Direto
CDBs
LCI/LCA
Outras Ações
Com isso a corretora e consequentemente o doador terão garantias de que o tomador terá capital suficiente para cobrir a liquidação na data do vencimento do contrato. Com ambas as partes, doador e tomador, cumprindo as exigências, ocorre a transferência das ações do doador para o tomador até o prazo estipulado.
Quando um investidor adquire um Certificado de depósito Bancário (CDB), ele está emprestando recursos ao banco, que se responsabiliza em devolver estes recursos com juros.
Ou seja, o Certificado de Depósito Bancário(CDB) representa a captação de recursos financeiros feita pelo banco, através da emissão de títulos de renda fixa, onde o investidor poderá aplicar seu dinheiro e aguardar a data de vencimento para receber o valor de volta acrescido do rendimento combinado para o período.
Certificados de Depósito Interbancário, mais conhecido pela sua sigla CDI, são títulos emitidos que representam a transferência de recursos entre instituições financeiras por um período de tempo.
O Certificado de Operações Estruturadas ou COE é uma forma de diversificar seus investimentos com proteção de capital, pode ser considerado um mix de renda fixa e renda variável.
O que é COE?
Bastante parecido com as Notas Estruturadas, muito comuns no mercado dos Estados Unidos e Europa, o COE é um título emitido por bancos que aplica parte do capital em um título de Renda Fixa (CDB, LCI, LCA) e outra parte em um investimento de Renda Variável tentando assim um equilíbrio entre rendimento e segurança.
Por ser uma operação estruturada, os ganhos e prejuízos são limitados, e cada COE tem um termo de ciência de risco e Documento de Informações Essenciais (DIE) que deve ser analisado pelo investidor.
Taxas e Tributação de COE
O COE tem uma tributação semelhante a investimentos em renda fixa: a alíquota é regressiva de acordo com o tempo do investimento.
PRAZO Até 180 dias 181 a 360 dias 361 a 720 dias Acima de 720 dias
ALÍQUOTA 22,5% 20,0% 17,5% 15,0%
A tributação é retida no pagamento para o investidor. Assim como em investimentos em Renda Fixa, há incidência de IOF para resgates em período inferior a 30 dias (começando em 96% e indo até 3%).
Além da tributação, as instituições responsáveis pela emissão e/ou distribuição podem cobrar taxas de custódia, administração/corretagem e performance.
Características, vantagens e desvantagens do COE
Também é utilizado para dar acesso a investimentos no exterior para o investidor pessoa física – atualmente isso também é possível com os ETFs.
O COE tem algumas características importantes:
Vencimento em data pré-determinada
Valor de aporte mínimo
Possui um indexador
Mostra os diferentes cenários de ganhos e perdas no vencimento desde o início da operação
Tributação de acordo com tabela regressiva de Renda Fixa
Você pode encontrar mais informações sobre no site da CETIP.
Tipos de COE
Existem duas modalidades de COE:
Valor Nominal Protegido: Modalidade mais indicada para investidores moderados que não queiram arriscar o capital investido, esta modalidade garante o valor principal investido.
Valor Nominal em Risco: Modalidade que possibilita perder todo o capital investido.
A grande maioria dos COE são emissões de Valor Nominal Protegido, mas é importante lembrar que mesmo na modalidade de Valor Nominal em Risco, não há riscos de saldo negativo.
Exchange Traded Funds (ETF) são fundos de índices, ou seja, são fundos que replicam as ações de índices como Ibovespa ou S&P 500 por exemplo. Dessa forma um ETF sempre acompanhará, de maneira muito próxima, o rendimento do índice que está replicando – e isso é valido tanto para a valorização quanto para a desvalorização do índice.
Podemos dizer que um ETF tem grande semelhanças com Fundos de Investimentos, porém geralmente os Fundos cobram taxas maiores e podem ter maiores exigências dos acionistas, como um valor mínimo para começar a investir e regras para resgate. Já o ETF funciona de forma semelhante a uma ação, podendo ser comprado e vendido de maneira mais fácil.
ETFs também possuem uma grande diversidade e podem ser uma ferramenta de diversificação para o investidor, existe ETF de segmento, ETF de commodities, ETF de moeda, ETF de renda fixa, ETF de título, entre outros.
Aqui no Brasil ainda não são muito difundidos e o mais comum é encontrarmos ETF de renda variável.
Para fins de exemplificação, vamos supor que você fez uma análise e acredita em uma expansão no mercado de tecnologia nos próximos anos, por isso gostaria de ter 15% da sua carteira de investimentos em empresas do ramo.
Para muitos investidores concentrar 15% da carteira em um único ativo é arriscado e requer além de muita confiança, uma análise minuciosa das opções para definir esta escolha.
Você também poderia optar por selecionar algumas empresas do ramo, avaliá-las e definir uma distribuição do investimento entre elas. Mas dependendo do seu capital e do seu tempo isso pode se tornar inviável, ou trabalhoso demais para valer a pena.
Neste caso um ETF pode ser a solução ideal – você precisa encontrar um ETF que tenha em sua composição empresas do ramo que você quer investir e aportar a porcentagem de sua carteira que você quer, assim o ETF irá replicar de maneira aproximada o desempenho daquela indústria (pelo menos das principais empresas do ramo).
Como investir em ETF?
Para investir em ETF você deve ter conta em uma corretora de valores. Com a conta aberta em uma corretora você precisará enviar dinheiro para sua conta – veja as instruções específicas com sua corretora para esta etapa.
Através do Home Broker de sua corretora você poderá comprar e vender ETF – basta aber o código do ativo, que pode ser encontrado na listagem de ETF no site da B3.
Brazilian Depositary Receipts, mais conhecidos pela sigla BDR e que podem ser traduzidos como recibos de depósitos de ações no exterior na bolsa brasileira, são papéis que permitem o investimento em ações estrangeiras através da B3. Vamos aprender como delcarar BDR no Imposto de Renda e que tributações podem incidir sobre este investimento.
Antes acessíveis apenas a investidores qualificados, teve suas regras alteradas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que autorizou a compra de BDR por pequenos investidores e também que empresas brasileiras listadas no exterior emitam BDR no mercado brasileiro.
Com a nova possibilidade os novos investidores precisam entender como será feita tributação de BDR e delcaração de BDR no imposto de renda -se você é um desses investidores que adquiriram BDR em 2020 este artigo irá encontrar tudo que precisa para fazer a declaração de BDR no IRPF 2021.
Ganho de capital com BDR
A tributação de BDRs é muito semelhante a tributação de ações, os ganhos obtidos em operações comuns (swing trade) são de 15% sobre o lucro e 20% sobre os ganhos em operações daytrade. Lembrando que para BDR não existe isenção de IR para vendas abaixo de R$20 mil – esta isenção é exclusiva para ações em operações comuns (swing trade).
Proventos com BDR
As tributações de proventos irá seguir as regras específicas de tributação do país de origem e repassadas ao investidor brasileiro. O recolhimento será realizado através do carnê-leão, e é responsabilidade do próprio contribuinte.
O investidor só deverá pagar caso tenha recebido proventos com valor maior que R$ 1.903,98 mensal, respeitando a tabela progressiva apresentada pela Receito Federal.
Fonte: Receita Federal
Para verificar se o valor recebido em provento atingiu os valores da tabela progressiva, primeiro o investidor deve converter o valor recebido em moeda estrangeira para Real seguindo o art. 16, § 2º, da IN SRF 208/2002:
Os rendimentos em moeda estrangeira e o imposto pago no exterior são convertidos em dólares dos Estados Unidos da América, pelo valor fixado pela autoridade monetária do país de origem dos rendimentos para a data do recebimento e, em seguida, em reais pela cotação do dólar fixada, para compra, pelo Banco Central do Brasil para o último dia útil da primeira quinzena do mês anterior ao do recebimento do rendimento.
Vale lembrar que alguns países, como Estados Unidos por exemplo, possuem acordos com o Brasil sobre taxação de investimentos e cobram as taxas diretamente na fonte e quando o valor praticado lá fora é maior do que o cobrado no Brasil, é comum que este imposto seja zerado.
Em casos que o imposto é pago no país de origem dos rendimentos, poderá ser compensado no mês do pagamento com o imposto relativo ao carnê-leão.
Outra taxa que pode incidir sobre as BDRs é a taxa da instituição depositária no Brasil de, em média, 3% a 4% sobre o pagamento de proventos.
Realizado o lançamento no programa carnê-leão, no momento da declaração anual, bastará fazer a importação dos dados. Os dados importados serão apresentados na ficha “Rendimentos Tributaveis Recebidos de PF/Exterior“.
Declaração de custódia de BDR
Finalmente, se ao final de 2020 você possuir uma posição em BDR, você deverá declar a custódia no programa de ajuste anual do imposto de renda.
Na ficha “Bens e Direitos”, selecione “Novo” para incluir um novo item ou “Editar” para modificar um item já lançado;
No campo “Código”, selecione a opção “49 – Outras aplicações e Investimentos”;
No campo “Localização(País)”, selecione a opção “105 – Brasil”;
No campo “Discriminação”, especifique a quantidade de BDRs, o nome da Empresa/papel (ticker), pode também, adicionalmente, especificar a corretora utilizada para a compra e também o seu preço médio;
No campo “Situação em 31/12/2019”, preencha conforme a declaração anterior, caso o BDR tenha sido adiquirido antes de 2020, caso contrário deixe em branco;
No campo “Situação em 31/12/2020”, preencha com o valor de compra incluindo taxas e corretagens. Em caso de mais de uma compra ao longo do ano, coloque a soma do valor das compras.
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Lembre-se que, além da declaração de custódia, você também deve declarar os ganhos e prejuízos – e também pode compensar prejuízos com BDR, sempre respeitando a regra de compensar o prejuízo de operação comum apenas de lucros de operação comum, e prejuízos de daytrade de lucros de daytrade.
O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários, chamado também de IFIX, foi criado para representar o desempenho dos grupos de ativos dentro do segmento de Fundos Imobiliários (FII).
Existem alguns critérios para que um Fundos Imobiliários (FII) possa integrar o índice IFIX, esses critérios chamados de metodologia IFIX são os seguintes:
Estar classificada entre os ativos elegíveis que, no período de vigência das 3 (três) carteiras anteriores, em ordem decrescente de Índice de Negociabilidade (IN), representem em conjunto 95% do somatório total desses indicadores;
Ter presença em pregão maior ou igual a 95% no período de vigência das 3 carteiras anteriores;
Não ser classificadas como “Penny Stock” (não ter preço unitário da cota abaixo de R$ 1,00 (um real);
Alguns termos usados no mercado financeiro podem confundir facilmente os investidores, principalmente os iniciantes – é por isso que criamos o nosso Glossário do Investidor.
Não conseguir compreender alguns termos podem afetar diretamente nos seus rendimentos, como no caso dos termos Data Ex e Data Com, que também pode ser referido como “com-dividendos”, “data base” e “data de custódia”.
Mas afinal do que se tratam os termos Data Ex e Data Com?
Fundos imobiliários ou simplesmente FIIs são Fundos de Investimentos voltados para o mercado imobiliário e funcionam de maneira parecida com outros Fundo de Investimentos.
O Fundo imobiliário (FII) é formado por vários investidores que tem por objetivo reunir recursos em negócios voltados para o mercado imobiliário para alocar, tanto para a construção ou na aquisição de imóveis, que depois serão locados ou arrendados. Os ganhos desses investimentos é dividido entre os investidores, proporcional ao que cada um investiu e pago mensalmente.
Fundos de investimento são um conjunto de ativos que funcionam de forma parecida a uma “carteira recomendada”, onde um especialista (o administrador do fundo) escolhe as opções de investimento, buscando cumprir diretrizes pré-estabelecidas e com o objetivo de manter uma boa performance nos rendimentos.